
Hoje, 13 de abril, comemoramos os 33 anos da criação do Seapac, nascido sobre o manto profético das três Igrejas Católicas atuantes no Estado potiguar, como testemunho vivo da ação concreta de sua missão.
Tudo começou a partir de uma assembleia histórica, em Caicó, que reuniu os pastores de nossa Igreja: Dom Alair Vilar, Dom Antônio Soares Costa, Dom José Freire, Dom Heitor de Araújo Sales e o arcebispo emérito Dom Nivaldo Monte. Naquela data, além dos bispos, estavam presentes profissionais da agronomia e outras matrizes de conhecimentos, como também leigos e trabalhadores rurais — muitos já fortalecidos pelas pastorais sociais, como a Pastoral da Criança — unidos no sonho de construir alternativas viáveis para as famílias campesinas do semiárido potiguar.
Ao longo dessas três décadas, o SEAPAC tem sido referência para que as famílias que vivem da agricultura familiar, nos rincões do Semiárido potiguar, possam assegurar uma alimentação saudável, em quantidade e qualidade suficientes para seus familiares e seus animais. Suas ações vão além de um conjunto de técnicas partilhadas com o/as agricultor/as, elas têm como princípio norteador a agroecologia, como ciência, movimento social e prática que busca a sustentabilidade, equidade social e a soberania alimentar, complementada pelas tecnologias sociais de convivência com o semiárido.
Para viabilizar seus fins sociais, o Seapac tem fomentado projetos e parcerias com diversos atores sociais, públicos e privados, mas são o/a agricultores familiares os principais atores e protagonistas das ações e projetos empreendidos nas bases e da missão do Seapac. E para isso, o Seapac adota a pedagogia da escuta, do diálogo e da troca de saberes. O SEAPAC não apenas ensina, ele aprende com o saber popular, com o/a agricultor/a, adotando uma metodologia que promove o diálogo e que gera novos saberes e conhecimentos, fortalecendo a confiança mútua entre equipe técnica e comunidades.
Então, no tempo em que vivenciamos a Páscoa do Cristo Ressuscitado, rendemos graças a Deus por tudo o que o Seapac, como verdadeiro serviço à Caridade da Igreja Católica, tem feito em favor dos mais empobrecidos do campo e da cidade. Nossa gratidão a todos os parceiros, homens e mulheres, à equipe técnica, e às organizações públicas e privadas, que têm participado ativamente e ajudado a escrever essa história de 33 anos de realizações e conquistas promovidas pelo Seapac.
E, assim, podemos gritar: “Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos, aleluia!”
Francisco das Chagas Teixeira de Araújo
Coordenador Estadual do SEAPAC