NOTA DE PESAR – MANOEL CÂNDIDO DA COSTA

Manoel Cândido durante atividades no Semiárido potiguar. (FOTO: Ketlen Barbosa – FETARN)

 

À Família de Manoel Cândido da Costa;

À FETARN e SINDICATOS; Às Organizações da Sociedade Civil;

Aos Amigos e aos Poetas Sociais;

Hoje, dia 2 de setembro, fomos surpreendidos pela notícia do falecimento de Manuel Cândido, grande sindicalista e defensor das lutas e dos direitos da classe trabalhadora rural, especialmente das famílias campesinas que vivem da agricultura familiar no Rio Grande do Norte.

Como membro ativo da FETARN, a qual presidiu por vários mandatos, Manuel Cândido articulou-se com diversas organizações da sociedade civil identificadas com as temáticas do cotidiano da luta sindical, elegendo-as prioritárias na pauta das políticas públicas do Estado e dos municípios potiguares. Todos esses esforços contribuíram para tornar viável o acesso de muitas famílias campesinas aos programas e projetos de convivência com o semiárido, no chão árido potiguar.

O SEAPAC sempre alimentou uma sólida parceria com a FETARN, mediada por seus dirigentes e focada no reconhecimento do movimento sindical dos trabalhadores rurais como suporte nas lutas permanentes de defesa e conquista de direitos. Esses atores sociais sempre destacaram, nas batalhas empreendidas, o protagonismo de cada pessoa que integra a família rural — aqueles que acreditam na agricultura familiar e vivem dela, organizados em associações rurais como núcleos primários agregadores de sonhos, desejos e projetos de vida plena para todos e para toda a criação.

No momento em que a sociedade brasileira parece imersa em uma crise de confiança sem precedentes, cujas consequências recaem sempre sobre os mais vulneráveis, este dia da páscoa definitiva de Manuel Cândido soa para nós como um convite aos mais pobres, para que tomem consciência de suas próprias capacidades, de sua identidade e de sua força para transformar a realidade por meio de suas organizações, tornando-se, assim, agentes ativos de mudança. Não tenhamos medo!

Para o cristão, a morte não é o fim, mas a passagem para a Vida Eterna. A Esperança cristã não engana nem decepciona. Mesmo na experiência mais dolorosa, que é a morte, Deus mantém a sua Palavra de Vida. A ressurreição é a assinatura da esperança de Deus na história. A palavra final não é nossa: é Ele quem garante e sustenta a nossa existência desde a eternidade, enchendo os nossos dias de alegria.

A Esperança nos faz enxergar e esperar além: além da tristeza, a alegria; além da guerra, a paz; além do ódio, o amor; além do erro, a verdade; além da morte, a vida plena que não tem fim.

Somos convidados, nesta hora e em todos os dias, a cultivar a Esperança como quem cuida de um jardim: preparar a terra, semear, regar, podar, arrancar as ervas daninhas, contemplar a beleza das flores e louvar o mistério do ciclo da semente — que tanto se assemelha à nossa própria vida. Como dizia uma grande poetisa:

“a esperança é o fermento do mundo, é o pão, e a todos deve alimentar”.

Aos familiares, amigos e militantes do movimento sindical — particularmente do sindicalismo campesino —, expressamos nossa solidariedade e nossas orações pelo descanso eterno de Manuel Cândido. Que o seu exemplo e compromisso com a causa dos mais pobres sejam motivo de estímulo e renovação dessa Esperança que nunca decepciona.

Cristo Ressuscitou, e com Ele, todos nós! Amém.

Natal (RN), 02 de setembro de 2026.

Conselho Diretor do SEAPAC