Notícias › 15/08/2017

Temer corta Bolsa Família de desempregados e moradores de ocupações

Segundo o governo federal, suspensão do benefício é por conta de análises. Só em julho deste ano foram retiradas 543 mil pessoas do programa

Temer corta Bolsa Família de desempregados e moradores de ocupações (Foto: ALINA SOUZA/ESPECIAL PALÁCIO PIRATINI)

Temer corta Bolsa Família de desempregados e moradores de ocupações (Foto: ALINA SOUZA/ESPECIAL PALÁCIO PIRATINI)

São Paulo – Eva Gonçaves está desempregada, mora numa ocupação na zona oeste, deixou de receber R$ 79 do Bolsa Família, mas não foi informada do motivo da suspensão. “Todo mês a gente vai lá (no Centro de Assistência Social) e eles falam para nós que o caso está em análise, se as pessoas realmente precisam desse benefício”, conta. Assim como Eva, milhares de pessoas estão sem receber o benefício. Em São Paulo, os cortes atingem até quem está sem emprego e mora em ocupação.

Só em julho deste ano foram retirados 543 mil beneficiários do Bolsa Família. Ao todo, sob o governo Temer, mais de um milhão de famílias foram excluídas do programa. O corte inclui cancelamentos e as chamadas suspensões para análise, sob alegação de que as análises permitem retirar famílias que não precisam mais do benefício e incluir outras que não recebiam.

Em tempos de crise, com mais de 14 milhões de desempregados, é quando se tornam mais necessários os programas sociais públicos de segurança alimentar. O Bolsa Família, além de ser um complemento de renda, ajuda a movimentar a economia. É o que explica André Luzzi, pesquisador da ONG Ação da Cidadania.

Com esse corte de 543 mil benefícios, o governo anuncia que vai “economizar” R$ 100 milhões por mês. Para o pesquisador, o teto de gastos adotado pelo governo Temer não deveria cortar programas sociais. “Não faz nenhum sentido, é uma política perversa, que retira direitos da população que mais precisa e que, ao longo do período de ascensão econômica que o Brasil teve, foi o indutor de processos de grande dinamização da economia local e de melhoria da renda e da alimentação das pessoas”, afirma.

Fonte: www.redebrasilatual.com.br

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