Notícias › 23/03/2016

‘Prévia’ da inflação cede e tem menor índice para março em cinco anos

Com o resultado, a taxa acumulada em 12 meses saiu dos dois dígitos e atingiu 9,95%. Itens importantes, como alimentação e habitação, tiveram índices menores. Conta de energia caiu

Exceções foram Vestuário (de 0,14% para 0,44%) e Artigos de Residência (de 0,86% para 0,88%) (Foto: TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL)

Exceções foram Vestuário (de 0,14% para 0,44%) e Artigos de Residência (de 0,86% para 0,88%) (Foto: TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL)

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) cedeu quase um ponto percentual de fevereiro para março, passando de 1,42% para 0,43%, na menor taxa para o mês desde 2012, segundo o IBGE, que divulgou o resultado na manhã de hoje (23). O indicador é considerado a “prévia” da taxa oficial de inflação no país, o IPCA. Em 12 meses, o IPCA-15 saiu dos dois dígitos, atingindo 9,95%. No primeiro trimestre, o acumulado somou 2,79%, também abaixo de igual período de 2015 (3,50%).

Sete dos nove grupos pesquisados tiveram taxas menores em fevereiro. As exceções foram Artigos de Residência (de 0,86% para 0,88%) e Vestuário (de 0,14% para 0,44%). O grupo Alimentação e Bebidas, por exemplo, passou de 1,92% para 0,77%, enquanto outro item importante, Habitação, foi de 0,40% para -0,52%. Transportes passou de 1,65% para 0,45%.

Segundo o IBGE, o principal impacto individual no mês (0,07 ponto percentual) foi dos combustíveis, com alta de 1,23% – o preço do litro da gasolina aumentou 0,82%, chegando a 5,45% na região metropolitana de Salvador, enquanto o do etanol subiu 3,2% (alta de 9,27% também em Salvador). E o maior impacto para baixo (menos 0,11 ponto) foi da energia elétrica, que caiu 2,87%. Segundo o IBGE, isso aconteceu pela redução da cobrança extra da bandeira tarifária, resultando em queda nas contas de todas as regiões pesquisadas.

Os alimentos caíram de forma significativa, mas ainda respondem por quase metade (46%) da taxa mensal, com impacto de 0,20 ponto percentual. “Vários produtos vieram com preços em queda, a exemplo do tomate (-19,21%) e da batata-inglesa (-4,61%). Contudo, os preços de alguns produtos continuaram em alta, como a cenoura (24,08%), as frutas (6,11%) e a farinha de mandioca (5,94%)”, informa o instituto.

Outros itens em alta foram cigarro (3,26%), artigos de limpeza (1,49%), plano de saúde (1,06%), ônibus urbano (0,76%) e empregado doméstico (0,72%). Entre as quedas, os preços das passagens áreas variaram -10,79%. E, depois dos reajustes das mensalidades escolares, o grupo Educação passou de 5,91%, em fevereiro, para 0,67% neste mês.

Nas regiões, as maiores taxas foram apuradas em Goiânia (0,67%) e Porto Alegre (0,66%). No primeiro caso, houve pressão de tarifas de ônibus e combustíveis, enquanto no segundo os alimentos subiram acima da média nacional. A menor taxa foi a do Rio de Janeiro (0,11%), onde os alimentos tiveram alta menor. O IPCA-15 variou 0,44% em São Paulo, ante 1,24% no mês anterior.

O IPCA e o INPC de março serão divulgados pelo IBGE em 8 de abril.

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