Notícias › 19/06/2015

Para ambientalistas, encíclica é um ‘presente’

A 298º encíclica da História da Igreja Católica é a primeira que traz a questão ambiental.

Por Edison Veiga

 O termo foi introduzido pelo papa Bento XIV, em 1740 a 1758. (Foto: Divulgação)


O termo foi introduzido pelo papa Bento XIV, em 1740 a 1758. (Foto: Divulgação)

Ambientalistas encaram a encíclica Laudato Si’ – Sobre o Cuidado da Casa Comum, apresentada quinta, 18, pelo papa Francisco, como um “presente” que deve alavancar ainda mais as discussões de todo o mundo sobre a urgência da preservação da natureza. A 298º encíclica da História da Igreja Católica é a primeira que traz a questão ambiental em seu cerne. Papa Francisco dividiu a carta em uma introdução, seis capítulos e duas orações finais – 192 páginas, no total.

“A encíclica papal vai direto ao ponto ao criticar, com detalhamento e de maneira contundente, nosso atual modelo insustentável de desenvolvimento. Com um texto claro e de fácil acesso, traz ainda uma contribuição sem precedentes à mobilização de toda a humanidade, e não só dos católicos, nas questões ambientais e por um mundo socialmente justo e ambientalmente equilibrado”, afirma a diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota. “Como ambientalistas, valorizamos e nos sentimos honrados com o nobre engajamento do papa Francisco.”

“O documento é um presente para a humanidade, independentemente da denominação de fé”, diz Carlos Nomoto, secretário-geral do WWF-Brasil. “No âmbito científico, já está comprovado de que a ação do homem sobre a natureza é que está provocando as mudanças climáticas atuais; as grandes empresas já perceberam que precisam adotar uma estratégia que cuide do meio ambiente; e os governos já entenderam que é mais barato cuidar da natureza do que arcar com as consequências, em todos os quesitos. A encíclica do papa Francisco vem complementar esses três aspectos, trazendo embasamentos éticos e morais.”

“Recebemos de forma positiva a clareza e a franqueza da encíclica sobre a necessidade de ação política internacional diante das mudanças climáticas, que faz prevalecer interesses específicos em detrimento do bem comum. As palavras do papa devem servir para afastar os governantes de seu comportamento apático”, acredita Márcio Astrini, coordenador de políticas públicas do Greenpeace Brasil. “Temos a fé e a ciência do mesmo lado e os governantes devem seguir o exemplo, chegar aos acordos que precisamos e colocá-los em prática. No Brasil, isto significa acabar com o desmatamento e investir em energias renováveis, como a solar.”

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