Notícias › 07/02/2018

Operação contra trabalho escravo resgata 900 em três estados

Os trabalhadores teriam sido aliciados por uma comunidade religiosa em São Paulo e levados para trabalhar em lavouras e estabelecimentos comerciais. Número de prisões chega a 22

Polícia Federal interdita estabelecimento comercial em Poços de Caldas, sul de Minas Gerais, por envolvimento em esquema de aliciamento de trabalhadores em condições d escravidão (Foto: REPRODUÇÃO YOUTUBE)

Polícia Federal interdita estabelecimento comercial em Poços de Caldas, sul de Minas Gerais, por envolvimento em esquema de aliciamento de trabalhadores em condições de escravidão (Foto: REPRODUÇÃO YOUTUBE)

São Paulo – Uma operação conjunta resgatou aproximadamente 900 trabalhadores, segundo estimativa da Polícia Federal, em 15 municípios de três estados (Bahia, Minas Gerais e São Paulo). O número ainda é preliminar. A operação foi batizada de Canaã – A Colheita Final porque eles teriam aliciados por uma comunidade evangélica e levados para trabalhar em lavouras e estabelecimentos comerciais. De acordo com o Ministério do Trabalho, 22 pessoas foram presas.

“Eles (os trabalhadores) teriam sido abordados na sede da igreja – conhecida como “Comunidade Evangélica Jesus, a verdade que marca” – na capital paulistana, onde teriam sido convencidos a doar os bens para as associações controladas pela organização e convencidos a mudar-se para uma comunidade, onde todos os bens móveis e imóveis seriam compartilhados”, diz o ministério.

Ainda de acordo com as autoridades, essas pessoas foram levadas para zonas rurais e urbanas em Minas (Contagem, Caxambu, Betim, Andrelândia, Minduri, Madre de Deus, São Vicente de Minas, Pouso Alegre e Poços de Caldas), e na Bahia (Ibotirama, Luiz Eduardo Magalhães, Wanderley e Barra), enquanto algumas permaneceram na capital paulista. “Eles trabalhavam em lavouras e em estabelecimentos comerciais como oficinas mecânicas, postos de gasolina, pastelarias, confecções e restaurantes, todos comandados pelos líderes da seita”, informa o Ministério do Trabalho.

A operação envolveu 58 auditores-fiscais e 220 policiais federais. Essa força-tarefa cumpriu 22 mandados de prisão preventiva, 17 de interdição de estabelecimento comercial e 42 de busca e apreensão. Segundo o chefe do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do ministério, Maurício Krepsky Fagundes, o operação desta terça foi resultado de investigação conduzida pela PF, que apurava o “crescimento do patrimônio pessoal dos líderes da seita e o aumento dos fiéis agregados nos últimos cinco anos”.

Matéria completa: http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2018/02/operacao-contra-trabalho-escravo-resgate-900-em-tres-estados

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