Notícias › 14/12/2017

“Nenhuma sociedade vai avançar se não lutar pela manutenção daquilo que já conquistou!”

Por Elka Macedo – ASACom

Alexandre Henrique Pires (Foto: arquivo pessoal)

Alexandre Henrique Pires (Foto: arquivo pessoal)

Desde que Michel Temer assumiu a presidência da república, primeiro de forma interina, em 12 de maio de 2016, e depois de forma definitiva, no fim de agosto do mesmo ano, as mais importantes políticas públicas voltadas às populações do campo, em especial do Semiárido Brasileiro, sofreram reduções de investimento. Um ano e sete meses de governo e já podemos citar cortes de recursos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e recentemente o Programa Cisternas. Soma-se a isto a aprovação da PEC 241, que congela os gastos com saúde, educação e assistência social por 20 anos; a aprovação da Reforma Trabalhista, que permite a terceirização de trabalhadores assalariados e a ameaça da aprovação da Reforma da Previdência.

Tramita, ainda, na Câmara dos Deputados, um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 215 que pretende transferir para o Congresso Nacional a competência de demarcar e homologar Terras Indígenas, criar unidades de conservação e titular terras quilombolas. Diante deste cenário, o Coordenador Executivo da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) pelo estado de Pernambuco, Alexandre Pires, fez uma análise de quais luzes podemos vislumbrar para 2018 e como podemos nos articular para fortalecer a luta e resistência dos povos frente às perdas dos direitos já conquistados.

Asacom – Os retrocessos ligados às políticas públicas voltadas para o campo estão cada vez mais gritantes. O que é possível vislumbrar frente a este cenário?

Alexandre Pires – Eu tenho escutado algumas pessoas dizerem que o ano de 2017 começou em 2014 e parece que não tem fim porque aquilo que a gente viveu neste último um ano e meio com a gestão deste Governo é o que deixa a gente com muitas preocupações sobre o futuro da agricultura familiar camponesa. Os cortes são em diversas políticas estruturais e políticas que asseguraram um processo de mudança para as pessoas que vivem no campo. Foram cortes nos programas de Assistência Técnica e Extensão Rural, no Programa de Aquisição de Alimentos, nos Programa de Cisternas, então tem uma série de limitações de recursos para a agricultura familiar. Ao mesmo tempo, a gente precisa fazer uma leitura para o cenário futuro.

É preciso que se mobilizar para uma reação a este momento que estamos vivendo. Essa mobilização significa conversar, reunir, refletir com cada agricultor, com cada agricultora, com cada organização local o que é que este cenário e esta situação está mostrando pra gente; onde foram os avanços, quais foram os limites que tivemos nesse processo de mudança no Brasil pra que a gente possa pensar numa construção mais sólida pra nossa população. É possível vislumbrar um cenário de muita luta e de muita reivindicação em defesa das conquistas e políticas para agricultura familiar camponesa.

Leia a entrevista completa: http://www.asabrasil.org.br/noticias?artigo_id=10427

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.