Notícias › 03/11/2017

“Mulheres Rurais, mulheres com direitos” é tema de campanha internacional

Por Emília Morais – comunicadora do Esplar

Joana Damasceno, 63 anos, de Nova Russas-CE (Foto: www.asabrasil.org.br)

Joana Damasceno, 63 anos, de Nova Russas-CE (Foto: www.asabrasil.org.br)

#MulheresRurais, mulheres com direitos é uma campanha internacional de empoderamento e mostra como as agricultoras e trabalhadoras rurais de diversos países contribuem para os 17 objetivos de Desenvolvimento Sustentável, almejados pela Organização das Nações Unidas (ONU) até 2030. Foi lançada no dia 8 de março pela Organização das Nações Unidas para Alimentação (FAO), com parcerias em 15 países da América Latina e Caribe. No Brasil, é promovida pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead).

O Esplar, Centro de Pesquisa e Assessoria, apoia a campanha compartilhando as lutas de Joana Damasceno, agricultora de 63 anos, moradora da cidade de Nova Russas e parceira da Ong há cinco anos, por meio do Projeto Educação Para a Liberdade. Joana nos conta sua história de vida e se apresenta como uma mulher pobre e “com pouca leitura”, mas disposta a ajudar sua comunidade a conseguir direitos básicos, como alimentação, moradia e Saúde.

Em sua juventude, viveu um tempo em que “mulher não dava pitaco” em reunião de sindicato dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, nem de associação comunitária, pois a maioria delas vivia reclusa ao lar. Quarenta anos atrás, ela mesma não entendia a importância da participação política das mulheres, mas sentia que precisava lutar contra a injustiça de não ter o que comer, água, nem onde morar.

Hoje, Joana encoraja as jovens de sua comunidade a participar do Conselho de Mulheres em sua cidade para juntas enfrentarem o machismo que ainda existe e ameaça a vida de todas as vítimas de violência doméstica. “Antes eu não valorizava, tinha era raiva de quem falava de sindicato, mas a década de 1980 foi um tempo de formação para mim, não esqueço nunca. Começamos a participar das Comunidades Eclesiais de Base, eu me interessei porque a gente morava em terra de patrão, em Tamboril, lá na Viração.

Era um período muito difícil, não tinha água, família pequena era muito sofrimento. Pagávamos renda. A gente não dormia à noite procurando água, era muito difícil. Veio a formação de como era a política no tempo dos coronéis. Esse tempo era muito difícil para os trabalhadores… A gente formou grupos e eu era coordenadora, mas não sabia ler, a minha leitura era pouquinha. Eu aprendi um pouquinho a ler nas cartilhas do tempo de Dom Fragoso sobre como e lei pode ajudar e sobre formação política, no interesse de aprender, saber, de ver como aquilo ali ia dar mais na frente…

Matéria completa: http://asabrasil.org.br/noticias?artigo_id=10387

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