Notícias › 14/08/2015

Movimentos sociais e sindicais reúnem esforços e mobilizam em defesa da democracia

Cristina Fontenele
Adital

Segundo o presidente da CTB, Adilson Araújo, bandeiras conservadoras incitam o ódio e não contribuem para o crescimento do país. (site.adital.com.br)

Segundo o presidente da CTB, Adilson Araújo, bandeiras conservadoras incitam o ódio e não contribuem para o crescimento do país. (site.adital.com.br)

Agendado para 20 de agosto próximo, o Dia Nacional de Lutas mobilizará os/as brasileiros/as em “defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas e da Petrobras”. Encabeçado pelos movimentos sociais e sindicais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), as manifestações terão como pauta “Não ao ajuste fiscal” e “Fora Cunha” [em referência ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha] e são realizadas ainda como reação à onda opositora conservadora e antidemocrática que se mobiliza em prol da tentativa de golpe de Estado contra o governo democraticamente eleito da presidenta Dilma Rousseff. Apoiam também o ato o PT (Partido dos Trabalhadores), PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e o PCdoB (Partido Comunista do Brasil).

Em entrevista à Adital, o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, acredita que o ato do dia 20 terá uma grande repercussão. “As manifestações de rua demonstram uma conscientização popular e representa um grito de liberdade”. Ele avalia que o quadro político atual vem se agravando em decorrência de fatores externos, como a grave crise mundial, sobretudo na Europa e Estados Unidos, impactando principalmente a classe trabalhadora, com reflexos no aumento do desemprego e cortes nos investimentos públicos.

Somado ao contexto internacional, Araújo comenta que a agenda conservadora da Câmara tem sido nociva aos interesses dos trabalhadores, que poderão sofrer um “golpe profundo” em seus direitos conquistados, se aprovados projetos como o da Terceirização, por exemplo. “As análises apontam que esse é o Congresso mais conservador desde 1964 [ano do golpe civil-militar]”, diz.

Em relação ao cenário nacional, o presidente da CTB defende a legitimidade de um governo eleito pelo voto popular. Ele lembra que as eleições foram difíceis, mas que “a direita não se dá por vencida”, e acrescenta: “quem tiver interesse em concorrer às eleições, que espere até 2018”. O dirigente destaca ainda que os sindicatos não “abrem mão” do combate à corrupção, mas que esta não deve levar o país à estagnação. “Temos que ter preocupação e responsabilidade. Não queremos voltar ao tempo da inflação de 80% ao mês”.

Matéria completa: http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=86140

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.