Notícias › 02/10/2015

Movimentos lançam Frente Nacional ‘Povo sem Medo’

Em reunião, no último dia 17 de setembro, as lideranças da "Frente Povo Sem Medo” debateram os detalhes da formação do movimento (site.adital.com.br)

Em reunião, no último dia 17 de setembro, as lideranças da “Frente Povo Sem Medo” debateram os detalhes da formação do movimento (site.adital.com.br)

“Povo sem Medo” é uma nova Frente de Mobilização Popular no Brasil, encabeçada por movimentos sociais pela moradia, centrais sindicais e movimentos de juventude, como a UNE (União Nacional dos Estudantes), o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil). O objetivo da Frente é realizar mobilizações de rua em defesa do aprofundamento da democracia e das reformas estruturais, como a tributária, a urbana e a agrária.

O lançamento da iniciativa está previsto para o próximo dia 08 de outubro, às 18h, em São Paulo, com a aprovação de um manifesto e uma carta de princípios com as diretrizes da organização. Movimentos religiosos também estão manifestando seu apoio ao lançamento, que consideram uma Frente de Esquerda coerente com os trabalhadores e trabalhadoras que buscam direitos e protagonismo na democracia.

Na carta convocatória, a Frente afirma que “o povo está pagando a conta da crise” e os setores mais conservadores têm imposto uma pauta “antipopular, antidemocrática e intolerante”, especialmente no Congresso Nacional. O documento destaca que é preciso avançar na agenda que os setores populares imprimiram em várias mobilizações ao longo de 2015. Diz a carta: “Contra a ofensiva conservadora e as saídas à direita para a crise”; “Contra as políticas de austeridade aplicadas pelo governo, em nome de ajustar as contas públicas”; “A saída será nas ruas, com o povo, por Reformas Populares”.

Segundo Guilherme Boulos, coordenador do MTST, o nome “Povo sem Medo” expressa a determinação de lutar contra todas as injustiças, contra a direita e “sem rabo preso”. O objetivo é dialogar e mobilizar juntamente com todos os setores sociais que estão em luta contra o ajuste fiscal, os cortes no orçamento, contra as privatizações e têm disposição para enfrentarem a “direita reacionária”, mas que, por algum motivo, não se organizam nos tradicionais espaços da esquerda.

Para o presidente da CTB, Adílson Araújo, a sociedade brasileira precisa se manifestar e definir uma pauta, pois há um interesse por parte da “onda conservadora” de criar uma instabilidade política no país e inviabilizar o exercício do mandato da presidenta Dilma Rouseff [Partido dos Trabalhadores – PT]. De acordo com Araújo, há também uma movimentação que depõe contra a possibilidade de o país retomar o desenvolvimento, por conta de uma “agenda de austeridades”.

Fonte: http://site.adital.com.br/

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