Artigos › 28/07/2016

Matéria da Asacom destaca benefícios da ação preventiva em saúde no meio rural

O Mais Médicos é uma expressão da interiorização dos serviços de saúde | Foto: Karina Zambrana/ASCOM/MS 27.09.2013

O Mais Médicos é uma expressão da interiorização dos serviços de saúde | Foto: Karina Zambrana/ASCOM/MS 27.09.2013

A Assessoria de Comunicação da Asa Brasil, a Asacom, vem produzindo uma série de matérias com o slogan “Nenhum Direito a Menos”, abordando temas os mais diversos, relacionados com a vida no semiárido, principalmente sobre as famílias e pessoas que vivem no campo. Nesta, com o título “Na lógica do Estado mínimo, atendimento médico não é direito, mas negócio”, e com subtítulo “Governo Temer investe contra a universalidade do SUS justo quando as famílias rurais começam a desfrutar de melhores condições nos serviços de saúde”, destaca o atendimento realizado pelo programa Mais Médicos, no interior de Pernambuco. A reportagem mostra a ação preventiva como um exemplo dos benefícios para a saúde das famílias que vivem no campo e são atendidas pelo programa.

Por Verônica Pragana – Asacom

SÉRIE NENHUM DIREITO A MENOS | Adevânia Coelho é agente de saúde no município de Ouricuri, no Sertão do Araripe, em Pernambuco. Há 17 anos visita periodicamente dez comunidades rurais, indo de casa em casa para cuidar de 450 vidas. Ela trabalha com ações de saúde preventiva e faz a ponte das pessoas com a equipe de Saúde da Família, que há quatro anos passou a acompanhar as comunidades antes só assistidas pelo Programa Agentes Comunitários de Saúde. Há três anos, um médico cubano, trazido pelo Programa Mais Médicos, completou a equipe.

Campanha contra hanseníase na escola Rural Ouricuri, na comunidade Pedras, com participação do médico cubano | Foto: Arquivo pessoal

Campanha contra hanseníase na escola Rural Ouricuri, na comunidade Pedras, com participação do médico cubano | Foto: Arquivo pessoal

Antônia Rosa da Costa, seu marido Antônio Marco e os filhos Leonardo, de 10 anos, e Ana Maria, de 4 anos, do Sítio Pedras, são uma das 450 famílias cuidadas por Adevânia. Toinha, como é conhecida, conta que antes da chegada do médico cubano quem precisava de uma consulta na sua comunidade precisava se deslocar por meia hora para chegar no hospital regional com o risco de não ser atendido.

“Ir pra cidade é mais difícil. Só somos atendidos se tivermos sorte. Lá distribui ficha, que são poucas e, se não chegar amanhecendo o dia, não consegue”, conta Toinha dizendo que uma das melhores coisas que aconteceu pra Sítio das Pedras foram as consultas mensais do médico cubano e de odontólogos na escola da comunidade. “O médico cubano é bem entendido. Só é levar meus filhos para a consulta, eles tomam o remédio e rapidinho ficam bons. Eles ensinam como as pessoas fazem para cuidar da saúde e da alimentação. Isso é bom!”, disse.

Nos anos de 1999 pra 2000, quando Adevânia começou a acompanhar as comunidades, a cada mês, ela contabilizava de 10 a 12 crianças com desnutrição. Hoje, não há mais nenhuma. “Antes, as grávidas não tinham acesso ao pré-natal, hoje todas têm, não na qualidade que desejamos, mas todo Posto de Saúde [da Família – PSF] oferece. Os preventivos [exames de prevenção do câncer do colo do útero] antes oferecidos de forma isolada, agora têm uma vez por mês em cada PSF. A mortalidade materno-infantil em Ouricuri que antes batia recorde, agora está bem menor”, ressalta Adevânia.

Matéria completa: http://www.asabrasil.org.br/noticias?artigo_id=9652

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.