Notícias › 27/10/2016

MAB denuncia violação de direitos um ano após rompimento da barragem no Rio Doce

Atingidos criticam lentidão das ações de reparação de danos e impunidade da Samarco e da Vale
Campanha "1 ano de lama e luta", organizada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens como resistência ao desastre da Bacia do Rio Doce / Movimento dos Atingidos por Barragens

Campanha “1 ano de lama e luta”, organizada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens como resistência ao desastre da Bacia do Rio Doce / Movimento dos Atingidos por Barragens

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realizou, na última quarta-feira (26), uma coletiva de imprensa para lembrar que em 5 de novembro próximo completará um ano da tragédia do rompimento da barragem da Samarco na Bacia do Rio Doce. O Movimento também denunciou a violação de direitos da população atingida e a impunidade das empresas envolvidas.

Na coletiva, atingidos pelo crime e membros do MAB dividiram o espaço de fala com a médica Clarissa Santos, representante da brigada de médicos populares; com o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), que já encaminhou três projetos de lei em defesa dos atingidos, dois deles em trâmite; e com o padre Geraldo, da arquidiocese de Mariana.

“Não podemos deixar de destacar o papel do Estado, que está conivente com a empresa e tinha condições de averiguar o crime e não averiguou. Para denunciar um ano do crime e de impunidade, o MAB está organizando uma marcha que sairá da cidade de Regência (ES) no dia 31 de outubro e chegará em Mariana no dia 5 de novembro. Temos que reparar os direitos dos atingidos”, afirmou Letícia Oliveira, da coordenação nacional do MAB.

Segundo Letícia, os acordos feitos entre o governo e a Samarco não tiveram participação direta dos atingidos pela tragédia. “Ele fala como recuperar as vidas e o meio ambiente mas as principais pessoas atingidas não foram ouvidas”, denunciou. Ela criticou também a criação da Fundação Renova pela Samarco, órgão que ficará responsável pela reparação dos danos, mas, na sua opinião afastará ainda mais a participação dos atingidos.

Fonte: www.brasildefato.com.br

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