Notícias › 19/06/2017

Iniciativas sustentáveis da Igreja e da sociedade combatem a desertificação e a seca

Desertificação na região de Gilbués (PI). (Foto: Interpi)

Desertificação na região de Gilbués (PI). (Foto: Interpi)

A seca e a desertificação do solo têm sido combatidas com iniciativas que contribuem para o uso sustentável de terras em áreas vulneráveis ao fenômeno. Diversos projetos estão sendo desenvolvidos para promover a conscientização sobre o problema que atinge 42% das terras do planeta e 35% da população mundial. Os dados são da Organização das Nações Unidas (ONU). A desertificação é definida como um processo de degradação ambiental causada pelo manejo inadequado dos recursos naturais nos espaços áridos, semiáridos e subúmidos secos, que compromete os sistemas produtivos das áreas susceptíveis, os serviços ambientais e a conservação da biodiversidade.

Para a ONU, ainda que os efeitos da desertificação afetem diretamente cerca de 250 milhões de pessoas, outros 1 bilhão estão em áreas de risco espalhados por mais de cem países. Para sensibilizar e aumentar a conscientização sobre os esforços internacionais para combater estes fenômenos, o dia 17 de junho foi escolhido para celebrar o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca.

A celebração deste ano analisa a relação entre a degradação da terra e migração. “Entre outros, a degradação ambiental, a insegurança alimentar e a pobreza são causas da migração e as dificuldades para o desenvolvimento. Em apenas 15 anos, de 2000 a 2015, o número de migrantes em todo o mundo aumentou de 173 milhões para 244 milhões”, destaca o site da ONU que trata da comemoração.

Panorama no Brasil

Região do Raso da Catarina, no Norte da Bahia. Foto de Aislan S. Carneiro, novembro de 2012

Região do Raso da Catarina, no Norte da Bahia. (Foto de Aislan S. Carneiro, novembro de 2012)

No Brasil, a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), organismo ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tem um amplo programa de apoio às ações no combate à desertificação de proteção ao meio ambiente. “A REPAM busca fortalecer, incentivar e congregar inciativas que atuam na defesa e no cuidado de nossa Casa Comum, de modo particular, àquelas que agem no combate ao desmatamento e fortalecem os Povos da Floresta”, explica coordenadora de comunicação da REPAM-Brasil, irmã Osnilda Lima.

“Um exemplo é o Fundo Dema, um fundo fiduciário que apoia projetos coletivos que visam a valorização socioambiental dos povos indígenas, quilombolas, comunidades extrativistas, ribeirinhas e da agricultura familiar e a preservação do Bioma Amazônico”, ressalta irmã Osnilda Lima.

No Brasil as áreas mais vulneráveis aos efeitos da seca e desertificação do solo correspondem à aproximadamente 15% do território nacional (1.344.766 km²), abrangendo 1.491 municípios em nove Estados da região Nordeste, no norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo. Esses dados são de 2016 e foram divulgados pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), associação privada sem fins lucrativos, parceira do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Estudos realizados pelo CGEE mostram que esta área possui uma população de 37.180.844 habitantes segundo estimativa do IBGE, em 2016. Com base em estudos da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), cerca de 5% destas áreas susceptíveis à desertificação (70.279 km²) estão fortemente afetadas por desertificação. Os Estados mais comprometidos em termos absolutos são Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Fonte: http://cnbb.net.br

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.