Notícias › 12/03/2018

Governo deixa de arrecadar pelo menos R$ 1,3 bi com isenções aos agrotóxicos

Setor que movimentou cerca de R$ 30 bilhões no ano recolheu em média 12% de ICMS e não paga nada de IPI. Além disso, cada dólar gasto com agrotóxico corresponde a R$ 1,28 com tratamentos de saúde

Por Cida de Oliveira, da RBA

Prejuízos à saúde e ao meio ambiente, que por sua vez trazem mais doenças, são incalculáveis. Diversos tipos de câncer são causados por agrotóxicos (Foto: PIXABAY)

Prejuízos à saúde e ao meio ambiente, que por sua vez trazem mais doenças, são incalculáveis. Diversos tipos de câncer são causados por agrotóxicos (Foto: PIXABAY)

Só em 2017, as indústrias de agrotóxicos movimentaram cerca de R$ 30 bilhões, conforme o próprio setor. E pelas contas feitas pelas organizações Terra de Direitos e FIAN Brasil, junto com a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida e a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), o país deixou de arrecadar pelo menos R$ 1,3 bilhão com as isenções concedidas a esses produtos. Estão isentos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e não recolhem praticamente nada de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em muitos estados.

O valor é o mesmo do orçamento deste ano da cidade de Palmas, capital do Tocantins, com 286 mil habitantes. Ou mesmo o da redução do orçamento do Ministério do Meio Ambiente de 2018 (3,7 bilhões) quando comparado ao de R$ 5 bilhões de 2013, que vai fazer uma falta danada. Muitos parques não terão recursos para fazer prevenção contra incêndios, por exemplo.

Além de deixar de arrecadar tudo isso, o país ainda tem de custear o atendimento médico prestado às pessoas que adoecem devido às intoxicações agudas causadas por esses mesmos venenos que praticamente não pagam impostos. As mesmas entidades calculam que, para cada US$ 1 gasto com agrotóxicos, são dispendidos US$ 1,28 com tratamento médico com intoxicações.

Fonte: www.redebrasilatual.com.br

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