Notícias › 28/10/2016

Fórum Cearense realiza Encontro Estadual em preparação para o IX ENCONASA

Por Raquel Dantas e Manoel Leandro, da Rede de Comunicadoras e Comunicadores Populares do FCVSA

Encontro Estadual do Fórum Cearense de Vida pelo Semiárido (Foto: Neuzilane Oliveirfa)

Encontro Estadual do Fórum Cearense pela Vida no Semiárido (Foto: Neuzilane Oliveira)

O último Encontro Estadual do Fórum Cearense pela Vida no Semiárido (FCVSA) aconteceu em Itapipoca e também no Trairi, na praia do Mundaú, entre os dias 19 e 21 de outubro. Além de promover a troca de experiências e conhecimentos entre as/os integrantes da Rede, fortalecer as estratégias de Convivência com o Semiárido e refletir sobre o cenário político, o momento teve como objetivo a preparação da delegação do Ceará para o IX Encontro Nacional da Articulação Semiárido Brasileiro (EnconASA).

Com o mesmo tema do IX EnconASA – Povos e Territórios: resistindo e transformando o Semiárido, o Encontro Estadual possibilitou que toda a programação fosse voltada para a vivência e discussão em torno deste mote. No primeiro dia, após a acolhida das delegações e mística em Itapipoca, seguimos em grupos para cinco intercâmbios em pontos diferentes de Itapipoca e do Trairi. Já em Mundaú, para onde seguimos e demos continuidade ao encontro, um painel com o tema foi composto por Aurila Maria (quilombola da comunidade de Nazaré/Itapipoca), Adriana Tremembé (indígena da comunidade Tremembé da Barra do Rio Mundaú/Trairi) e Raimundo Paulo (assentamento Novo Jabuti/Granja).

Condições de exclusão, invisibilidade e negação de direitos entrelaça às suas histórias no território do Semiárido. Mas o elo mais forte está firmado na identidade de seus povos, comunidades e culturas e na resistência que são capazes de mobilizar e fazer ser motor de suas vidas. Aurila enfrenta o longo processo institucional de titulação de sua comunidade como quilombola e o preconceito que marca a socialização com pessoas de fora de Nazaré. Adriana resiste com o seu povo Tremembé a disputa do território indígena com o empreendimento turístico Nova Atlântida e com as ameaças de instalação de parques eólicos, além de ter que brigar com aqueles entre o próprio povo que não se identificam como indígenas e apoiam os projetos.

Fonte: www.asabrasil.org.br

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