Notícias › 06/06/2017

Fórum alternativo denuncia mercantilização da água

Para polarizar com o “fórum das corporações”, que ocorre no ano que vem em Brasília, organizadores do Fórum Alternativo Mundial da Água querem reafirmar o acesso aos recursos hídricos como um direito

alta de água causa a morte de centenas de crianças todos os dias ao redor do mundo, segundo o Unicef (Foto: ARQUIVO/EBC)

alta de água causa a morte de centenas de crianças todos os dias ao redor do mundo, segundo o Unicef (Foto: ARQUIVO/EBC)

São Paulo – Movimentos sociais, sindicais e ambientais deram o pontapé inicial nesta segunda-feira (5) para a criação do Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama 2018), que pretende se contrapor ao Fórum Mundial da Água (FMA), previsto para ocorrer em março do ano que vem, em Brasília. Para os representantes da sociedade civil, o fórum oficial, chamado por eles de “fórum das corporações”, é pautado pela lógica da mercantilização dos recursos hídricos em todo o mundo.

O objetivo é, concomitantemente à realização do FMA, reunir entidades da sociedade civil, de defesa do meio ambiente, de representação sindical e movimentos sociais, para promover oficinas, seminários e debates, dando conta da importância da água como um direito, em oposição a essa concepção mercantilista. “O FMA trata a água como não como um direito, mas como uma mercadoria. Esse é o nosso principal contraponto. A gente defende que as pessoas, independentemente da capacidade de pagamento delas, têm que ter acesso à água e ao saneamento, por entendermos que isso é um direito”, afirmou Edson Aparecido, assessor de saneamento da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e integrante da coordenação do Fama.

No evento, realizado na livraria Tapera, no centro de São Paulo, também foi lido o “Chamamento aos Povos”, para que movimentos de todos os tipos, desde as grandes entidades que contam com articulação internacional, até pequenas ONGs que cuidam dos rios e córregos de suas localidades, integrem o Fama 2018.

Eles denunciam que, sob a égide do mercado, o acesso à água e ao saneamento são limitados, onde a sua distribuição é feita desigualmente, agravando, em diversos casos, o cenário de escassez dos recursos hídricos, desrespeitando resoluções das Organizações das Nações Unidas (ONU), que reconhece este como direitos fundamentais.

Fonte: www.redebrasilatual.com.br

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