Notícias › 01/12/2016

Famílias com acesso à água de produção quase dobraram a renda anual

Evento do P1+2 ocorreu durante o IX EnconASA (Foto: Thiago Matias)

Evento do P1+2 ocorreu durante o IX EnconASA (Foto: Thiago Matias)

Durante a realização do IX Encontro Nacional da Asa (IX ENCONASA), realizado de 21 a 25 de novembro, em Mossoró, aconteceu um momento de avaliação dos impactos do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) na vida das famílias e das comunidades que conquistaram as tecnologias de captação e estocagem de água de produção. Nesse processo, foram apresentados alguns resultados econômicos da pesquisa intitulada Sistemas Agrícolas Familiares Resilientes a Eventos Ambientais Extremos no Contexto do Semiárido Brasileiro: alternativas para enfrentamento aos processos de desertificação e mudanças climáticas.

O estudo, realizado pela ASA em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), teve duração de três anos e traz importantes resultados sobre o impacto das tecnologias de convivência com o semiárido na vida das famílias agricultoras. A ação, ao longo desses três anos, se desenvolveu em 10 territórios de nove estados do Semiárido. Em cada território foi analisado um total de cinco propriedades. Ao longo desse período foram ouvidas 50 famílias sobre o impacto da tecnologia na segurança alimentar na renda.

Na apresentação dos resultados, feita por Luciano Silveira da AS-PTA, foi exposta uma média das análises econômicas dos agroecossistemas de 15 famílias, com e sem as tecnologias implantadas pelo P1+2, no ano agrícola 2014-2015. Com o cruzamento de dados pode-se concluir que a renda das famílias quase dobrou com a conquista das tecnologias, saindo de uma média de R$ 9.650,00/ano para R$ 17.575,00/ano.

“A gente coloca em evidência [com a pesquisa], para os gestores públicos que ainda têm dúvida se vão continuar nos apoiando, a importância e assertiva de continuar apoiando o Programa Uma Terra e Duas Águas. O que foi feito foi muito pouco, mas não podemos perder esse gérmen que está nas nossas mãos, e transformar ele num plano de vida plena para todo o Semiárido”, enfatiza Luciano Silveira.

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/noticias?artigo_id=9996

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