Notícias › 14/05/2018

Fake News viralizam mais que fatos reais

Dom João Justino, da Comissão Episcopal para a Cultura e Educação, da CNBB (www.cnbb.org.br)

Dom João Justino, da Comissão Episcopal para a Cultura e Educação, da CNBB (www.cnbb.org.br)

Basta um clique para que notícias falsas se espalhem rapidamente pelas redes sociais como se fossem verdadeiras. Aí, está o perigo das chamadas “fake news”, já que muitas vezes as pessoas que, levadas por sentimentos de surpresa, repulsa e medo, compartilham estas falsas verdades sem questioná-las ou checar a veracidade das fontes. “Infelizmente, com muita rapidez, as pessoas reproduzem o que encontram sem sequer indagar se é plausível aquela manchete. Basta um pouco de atenção para verificar que a formulação de alguns títulos já contêm indicativos para se questionar sobre a veracidade daquela notícia”, destaca o bispo coadjutor de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Justino de Medeiros.

Segundo ele, como compartilhar é mais rápido e mais fácil que ler, ponderar, conferir a fonte e, até mesmo, denunciar ou contestar, as “fake news” se espalham. “Os cristãos, discípulos de Jesus, devem ser ainda mais criteriosos para serem fiéis ao anúncio da Boa-notícia do Reino”, ressaltou Dom Joao Justino.

Uma pesquisa do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, publicada na revista Science de março deste ano, mostra que as “fake news” são mais disseminadas por pessoas do que pelos bots (robôs que se comportam como humanos). Os pesquisadores americanos analisaram 126 mil postagens no Twitter, de 2006 a 2017, em cascata — quando uma postagem é replicada em cadeia sobre notícias falsas e verdadeiras compartilhadas por 3 milhões de pessoas, 4,5 milhões de vezes.

O estudo mostra ainda que informações falsas são disseminadas mais rápido e têm um alcance bem maior do que as verdadeiras, independentemente do conteúdo. Segundo a pesquisa, as “fake news” têm 70% mais chance de serem retuitadas do que as reais. “Falsas notícias ferem o princípio fundamental da comunicação que é o de gerar encontro, diálogo e comunhão entre as pessoas. A reprodução de ‘fake news’ na rede é um desserviço aos próprios meios de comunicação, criados para aproximar e não para distanciar”, realça Dom João Justino.

Fonte: http://www.cnbb.org.br

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