Notícias › 16/04/2018

Estado corta vínculo com comunidades do Campo ao fechar escolas

Por Elka Macedo – ASACom

Fechamento de escolas no campo provoca perda de identidade das famílias (Foto: arquivo do MST)

Fechamento de escolas no campo provoca perda de identidade das famílias (Foto: arquivo do MST)

No semiárido paraibano, na pequena Sumé que tem 16.872 mil habitantes, três escolas do campo acolhem crianças e jovens que vivem no meio rural. São 33 instituições de ensino a menos, segundo a professora Maria Liliana da Silva. Ela conta que no ano 2000, a cidade contava com 36 unidades escolares. Em Piracuruca, no Piauí, funcionavam 28 escolas no campo há cerca de três anos, e agora só estão funcionando nove. Basta chegar a qualquer cidade do Semiárido para saber de alguma história de fechamento de escola. Para alguns, um processo naturalizado, para muitos o enterro de um projeto de vida da comunidade.

“Tiraram a presença do Estado da nossa comunidade. A escola é cada um pai, cada um aluno, cada um profissional e nada desse sentimento foi levado em consideração [quando fechou a escola]. O que ficou foi o desrespeito com as famílias, com as pessoas que faziam a escola. Então tudo isso, esse amor que a gente tinha pela escola não foi contado. A gente tinha um jardim lindo na escola e hoje quando passa dá vontade de chorar por ver tudo aquilo abandonado. Não foi levado em consideração a dedicação da gente”, lamenta Maria Liliana ao se referir ao fechamento da Escola Rodolfo Santa Cruz que fica na comunidade Pitombeira, no município de Sumé (PB).

Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 40 mil escolas rurais foram fechadas no país nos últimos 15 anos. A maioria das unidades educacionais fechadas estava nas regiões Norte e Nordeste. O argumento das gestões municipais se pauta nas reformas no ensino fundamental promovidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que objetiva a implementação da municipalização e universalização do ensino básico, e para tanto, realiza o processo de nucleação de escolas que consiste em fechar escolas multisseriadas, e transferir estes alunos para unidades maiores com o argumento de que isso viabiliza a separação em classes de acordo com a idade, e eleva a qualidade do ensino, bem como de que isso raciona recursos.

Leia a matéria completa: http://www.asabrasil.org.br/noticias?artigo_id=10490

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.