Notícias › 06/02/2018

Empresários limitam sindicatos e ampliam medidas que prejudicam trabalhadores

Efeitos da “reforma” trabalhista já são sentidos na hora de rescisões de contrato de trabalhadores demitidos. Negociações coletivas devem ser as mais duras dos últimos tempos

Erros no cálculo do Fundo de Garantia e falta de documentos são ocorrências mais comuns nas homologações das demissões (www.redebrasilatual.com.br)

Erros no cálculo do Fundo de Garantia e falta de documentos são ocorrências mais comuns nas homologações das demissões (www.redebrasilatual.com.br)

São Paulo – Em vigor desde novembro, os impactos negativos da “reforma” trabalhista do governo Temer começam a ser sentidos por funcionários de setores distintos, como bancários e trabalhadores do ramo frigorífico, por exemplo. Sem a presença dos sindicatos na homologação das demissões, os “erros” nas contas para a rescisão contratual e cálculo dos direitos devidos já estão sendo cometidos – na maioria das vezes em prejuízo do trabalhador.

Até mesmo o parcelamento das férias, outro dispositivo criado pela nova legislação, vem sendo realizado de acordo com o interesse das empresas, quando deveria ser uma prerrogativa do trabalhador.

“Os bancários que queriam dividir suas férias, a gente dizia que essa decisão não seria do trabalhador. E aconteceu”, ressalta o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto von der Osten, em entrevista ao repórter Jô Miyagui, para o Seu Jornal, da TVT.

Já nos frigoríficos, setor campeão no ranking de acidentes de trabalho, a flexibilização da legislação agora permite o realização de jornadas de trabalho alongadas em locais insalubres, aumentando assim a exposição ao risco de acidentes, detalha o presidente da Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação (Contac-CUT), José Modelski.

Fonte: www.redebrasilatual.com.br

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