Notícias › 18/12/2017

Camponeses se formam em Direito por meio do Pronera no Estado da Bahia

“A turma Eugênio Lyra é a expressão da luta dos movimentos sociais e sindicais por uma educação do campo”, afirma Erica

Wesley Lima, Brasil de Fato

 turma é composta por 44 estudantes militantes de 11 movimentos sociais de luta pela terra (Foto: Jonas Santos)

turma é composta por 44 estudantes militantes de 11 movimentos sociais de luta pela terra (Foto: Jonas Santos)

Após cinco anos de estudo, trabalho, coletividade e compromisso militante com os 11 movimentos sociais de luta pela terra ao qual fazem parte, 44 estudantes da turma de Direito Social do Campo Eugênio Lyra concluíram os estudos. A cerimônia de Colação de Grau pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) aconteceu na noite de sábado, 16 de dezembro, no Centro de Treinamento da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), localizado em Itapuã, Salvador.

A turma é símbolo de resistência e não está desassociada da luta travada por cada movimento em que os estudantes estão inseridos. Isso é reflexo, inclusive, do formato do curso, tendo em vista que é uma iniciativa construída através do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), cujo objetivo é garantir o acesso à educação pública e de qualidade às famílias assentadas e acampadas.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), atualizados em 2016, 5.347 alunos foram graduados com o Pronera e mais 1,5 mil hoje possuem uma pós graduação. Para os movimentos sociais, os números apontam uma conquista importante, porém ainda é pouco diante da demanda e a expressiva necessidade de levar a escolarização para todos os setores onde a sociedade se organiza, entre eles o campo.

“A turma Eugênio Lyra é a expressão da luta dos movimentos sociais e sindicais por uma educação do campo que realmente dialogue com a nossa realidade […]; é colocar o nosso povo na universidade para que possamos potencializar a luta por direitos defendidos por cada movimento que compõe esse curso”, explica Erica Macedo, estudante da turma e integrante da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura da Bahia (Fetag – BA).

Fonte: www.brasildefato.com.br

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