Notícias › 17/04/2018

Assassinatos no campo subiram 105% desde 2003

Mais um ativista foi assassinado enquanto a Comissão Pastoral da Terra se preparava para divulgar o relatório

Por Vinícius Mansur, Brasil de Fato

A impunidade é um dos fatores que fortalece a continuidade de crimes a lideranças rurais (Foto: Marcello Casal Jr. /Agência Brasil)

A impunidade é um dos fatores que fortalece a continuidade de crimes a lideranças rurais (Foto: Marcello Casal Jr. /Agência Brasil)

Enquanto a Comissão Pastoral da Terra (CPT) se preparava para divulgar, nesta segunda-feira (16), os números de assassinatos por conflitos no campo no Brasil em 2017, mais um corpo foi encontrado. No último domingo (15), o líder quilombola Nazildo dos Santos Brito, 33 anos, foi encontrado morto com tiros na cabeça e na costela, na Comunidade de Remanescentes de Quilombo Turê III, na divisa dos municípios de Tomé-Açu e Acará, no nordeste do Pará. A polícia investiga o caso e suspeita que o crime tenha motivação política. Nazildo era ameaçado de morte por denunciar crimes ambientais.

Aumentam as mortes

Os dados da CPT, divulgados nesta segunda-feira (16), demonstram que essa realidade só se agrava desde 2013, quando foram registrados 34 assassinatos. Em 2017, esses números cresceram 105%, chegando a 70 execuções. Em comparação com 2016, houve crescimento de 16%.

Os dados podem ser ainda piores, já que as mortes de 10 indígenas isolados do Vale do Javari (AM), em julho e agosto de 2017, ainda não foram confirmadas como assassinatos pelo Ministério Público Federal do Amazonas e Fundação Nacional do Índio (Funai). O coordenador nacional da CPT, Ruben Siqueira, destaca que a violência no campo brasileiro é uma constante, conforme demonstram os levantamentos que a entidade faz desde 1985.

Fonte: https://www.brasildefato.com.br

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