Notícias › 06/12/2017

ASA Alagoas realiza encontro de fortalecimento da agricultura familiar

Por Elessandra Araújo – comunicadora do Cdecma

Encontro reuniu agricultores, agricultoras, comunicadores e parceiros (Foto: comunicação Asa Alagoas)

Encontro reuniu agricultores, agricultoras, comunicadores e parceiros (Foto: comunicação Asa Alagoas)

O diálogo sobre políticas de convivência ganhou força no 16º Encontro Estadual da Articulação Semiárido Alagoas (EneASA) que aconteceu de 30 de novembro a 2 de dezembro, no Centro Bíblico em Santana do Ipanema-AL. Agora o grande desafio da rede será sensibilizar o poder público a escutar a voz dos participantes do evento, para promoverem as políticas que garantam a inclusão social no Semiárido, a conservação da caatinga, o combate a desertificação e a violência contra a mulher, que têm crescido no estado.

Durante o evento houve o diálogo sobre as consequências negativas da diminuição drástica de recursos nos Programa que fortalecem a agricultura familiar, a exemplo, o PAA (Programa de Aquisição de Alimento), o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), os Programas de convivência da ASA e a fragilidade ou ausência da assistência técnica e extensão rural no Estado. Também, foi discutida a contaminação dos alimentos por agrotóxico produzido pelo agronegócio, a degradação do rio São Francisco e o feminismo.

Foram três dias de formação com um olhar para os projetos dos que acreditam que a “seca se combate” e outro olhar para as ações da ASA que promovem a convivência com o clima e o solo da região. Ações que possibilitam a autonomia das famílias, a segurança hídrica, alimentar e a conservação das Sementes da Resistência, patrimônio vivo dos agricultores e agricultoras familiares.

No contexto da convivência foram apresentadas as experiências exitosas da agroecologia desenvolvidos por agricultores e agricultoras. Nesse espaço de construção do conhecimento e troca de saber, foram socializados os boletins, banners e outros materiais de comunicação produzidos pela rede ASA e também foram comercializados os produtos da agricultura familiar de base agroecológica.

Segundo a agricultora Ângela do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais e Pescadoras (MMTRP-AL) “o Eneasa para as mulheres trabalhadoras rurais deu uma abertura significativa que faltava na ASA, devido o reconhecimento de trazer temas específicos para a mulher, como a divisão justa do trabalho. As mulheres tiveram oportunidade de discutirem temas transversais específicos para mulheres. Nós mulheres do Semiárido alagoano nos sentimos valorizadas no EneASA com empoderamento de levantar nossa própria bandeira, e defender nossa causa em debates abertos junto aos companheiros, amigos e filhos com apoio e tranquilidade”.

Fonte: www.asabrasil.org.br

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