Notícias › 29/06/2015

Artesanato muda a vida de agricultoras rurais pernambucanas

Joselita Clotildes com suas peças artesanais da fibra da bananeira

Joselita Clotildes com suas peças artesanais da fibra da bananeira (Foto: cedida)

Mulheres agricultoras rurais de Triunfo, interior de Pernambuco, sertão do Pajeú, estão conquistando independência financeira com a atividade artesanal. Compartilhando trabalho, custo de produção e organização, sete agricultoras fabricam peças artesanais com fibras de bananeiras e geram renda com a colocação dos produtos no mercado da região. A técnica de produção usa os troncos das bananeiras, que seriam descartados após a colheita dos frutos, na fabricação de objetos utilitários, entre os quais porta copos, porta chaves, porta retratos, capas de cadernos, entre outros.

Os produtos são comercializados em feiras da região e em feiras nacionais, como a FENEARTE. “Toda quinta-feira vamos para a Associação para produzir as peças. Gosto mesmo do trabalho; chega a ser uma distração trabalhar e sair de casa”, comenta Joselita Clotildes, 62 anos, coordenadora do grupo. O trabalho vem sendo realizado desde 2004 e, ao longo dos anos, os produtos foram ganhando formatos estéticos e tratamento, o que garantiu beleza e durabilidade. As agricultoras fazem parte da Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú, através da qual comercializam os produtos.

A agricultora Joselita também se preocupa com a preservação das plantas nativas da região. Em meio às bananeiras, ela cultiva cerca de 200 plantas nativas do bioma caatinga. O incentivo para preservar as plantas da caatinga chegou através do Projeto Mulheres da Caatinga, executado pela Casa da Mulher do Nordeste, com patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental.

Fonte: Emanuela Castro, Assessoria de Comunicação da Casa da Mulher do Nordeste (via e-mail)

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