Notícias › 10/10/2017

A nova revolução chinesa: fim dos carros com motor de combustão interna

A China planeja abandonar a produção de carros com motores combustíveis alimentados por combustíveis fósseis.

Por José Eustáquio Diniz Alves*

A China pretende ser o país líder na produção de energias renováveis, na indústria de carros elétricos e na construção de uma rede elétrica inteligente. (Pixabay)

A China pretende ser o país líder na produção de energias renováveis, na indústria de carros elétricos e na construção de uma rede elétrica inteligente. (Pixabay)

O mundo produziu 95 milhões de automóveis em 2016. A China liderou a produção global com 28 milhões de unidades produzidas. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar com 12 milhões de unidades. O Brasil ficou em 10º lugar e produziu 2,2 milhões de automóveis, em 2016. Noventa e nove por cento dessa produção foi de carros com motor de combustão interna, seguindo o padrão hegemônico em mais de 100 anos da indústria automobilística. Contudo, existe uma revolução em curso no mundo e a era da combustão interna e uso de combustíveis fósseis está ficando para trás.

A Europa e os Estados Unidos lideraram a implantação da primeira fase da indústria automobilística e suas multinacionais estabeleceram um padrão internacional de modelos adaptados ao gosto dos consumidores. Os automóveis trouxeram muita riqueza para o Ocidente e viabilizou o crescimento de uma grande classe média e a mobilidade social e espacial. Mas também gerou muita poluição do ar e aumentou a concentração de CO2 na atmosfera, gerando o aquecimento global que já provoca diversos danos à civilização.

A China é o país mais poluidor do mundo e sofre bastante com a qualidade do ar. Por conta da necessidade de melhorar suas condições ambientais, mas também liderar uma indústria que vai se transformar totalmente no século XXI, planeja abandonar a produção de carros com motores alimentados por combustíveis fósseis.

Nova era

O vice-ministro da Indústria e Tecnologia da Informação, Xin Guobin, em um evento da indústria automotiva na cidade costeira do norte de Tianjin, anunciou um plano para a China produzir somente carros elétricos. A data ainda não foi marcada, mas provavelmente será algo antes do Reino Unido e da França, que anunciaram que vão proibir novos carros a gasolina e diesel a partir de 2040.

Somente nos primeiros sete meses de 2017, a China produziu 227 mil veículos elétricos e prevê chegar a 6 milhões de carros ao ano até 2025. O anúncio da proibição, em algum ponto no futuro próximo, poderia impulsionar a produção da nova indústria não fóssil. Na verdade, o governo de Pequim está desesperado para assumir a liderança na corrida global para desenvolver carros elétricos, tanto para limpar suas cidades fortemente congestionadas quanto com poluição atmosférica e garantir um lugar de liderança na indústria automobilística do futuro.

Um total de 55 mil novos carros elétricos de passageiros foram registrados no mês de agosto na China, com o mercado crescendo 68% em relação ao mesmo mês do ano passado e puxando a contagem acumulada até o ano (nos 8 primeiros meses) para mais de 282 mil carros elétricos, um aumento de 45% no ano, conforme mostra o gráfico abaixo.

Fonte: www.domtotal.com

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