Notícias › 20/11/2017

A degradação dos biomas compromete ciclo das águas e causa impacto no abastecimento

(www.cnbb.net.br)

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O racionamento de água já atingiu o cotidiano de habitantes de cidades importantes do Brasil, como São Paulo e Brasília. “Além da má distribuição dos recursos hídricos e dos problemas de gestão no território nacional, a escassez de água também perpassa pela má utilização dos bens naturais do país”, adverte o assessor de Pastorais Sociais e Movimentos Sociais, Roberto Malvezzi (Gogó), e acrescenta; “Hoje, com a degradação, principalmente do bioma Amazônico, o ciclo das águas encontra-se comprometido”. Também é sabido que nos últimos anos o país perpassa por uma seca sem precedentes, onde os níveis de precipitação ficaram muito abaixo do esperado e, por consequência, os reservatórios de água mantiveram baixas históricas.

Brasília, a capital do país, recentemente sofreu os impactos do racionamento. Apesar do retorno da chuva, nesta época de fim de ano, os dois reservatórios que abastecem a cidade continuam com índices abaixo dos 40%. A medição feita pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa), no último mês, mostra que a barragem do Descoberto operava com menos de 20% de sua capacidade, enquanto o de Santa Maria registrava uma marca de 29,7%. Dado a preocupação da situação, os moradores entraram em um esquema de racionamento que, às vezes, atravessa 48 horas de interrupção de abastecimento.

Perspectivas e reversão – Roberto Malvezzi (Gogó) explica que grande parte do comprometimento do ciclo da água está ligado a destruição das florestas. No Brasil, especialmente com a exploração da Amazônia e do Cerrado, onde estão os maiores aquíferos do país, houve a perda da capacidade de se produzir água. Além disso, o assessor afirma que o uso sobrecarregado dos sistemas de irrigação influenciou também no cenário.

Para ele, a reversão da situação não é fácil e nem simples porque, do ponto de vista biológico, implica numa questão estrutural. “Tudo começa pela recomposição florestal do território das nossas bacias. Precisamos manter a floresta amazônica em pé e recuperá-la porque ela já foi degradada, significa preservar o que tem em pé e tentar preservar e recuperar o que seja possível no Cerrado, e isso é um trabalho de longo prazo”, garante.

Fonte: www.cnbb.net.br

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