Notícias › 22/05/2015

21º Grito da Terra Brasil reúne mais de 5 mil pessoas em Fortaleza

Grito da Terra em Fortaleza-CE (Foto: cedida)

Grito da Terra em Fortaleza-CE (Foto: cedida)

“Desenvolvimento Rural Sustentável com garantia de Direitos e Soberania Alimentar”. Esse é o tema do o 21º Grito da Terra Brasil (GTB) que reuniu, somente em Fortaleza, mais de cinco mil homens e mulheres do campo. O evento, que ocorre entre os dias 18 e 22 de maio, em todo o país, é organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). No Ceará, a organização ficou por conta da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (Fetraece), com apoio da rede de Articulação do Semiárido (ASA), da Organização Barreira Amigos Solidários (Obas) e dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais, entre outras.

Unidos em um único grito, os agricultores cearenses pediram melhores condições de trabalho e renda, acesso à terra, ao crédito rural, água de qualidade, segurança pública, saúde, educação e políticas públicas de enfrentamento aos efeitos da seca e de convivência com o semiárido. Outros temas gerais, como a reforma política e a posição contraria a projeto de lei da Terceirização (PL 4330), também estiveram na pauta das reivindicações.

Para a agricultora Maria Jacinta Martins, moradora do Sítio Jardim, no município de Mulungú-CE, o Grito da Terra é muito importante. “Não é só pela terra, é pela segurança no campo, pelo direito previdenciário, pelo auxílio doença, e muitos outros”, afirma Jacinta.

A vice-governadora do Estado, Izolda Cela, lembrou que o GTB representa uma luta legítima, pela terra, pela produção, pela sustentabilidade e pelo alimento no campo. “Com certeza, vocês contribuem para fazer esse Brasil cada vez melhor e sabemos que nós, enquanto governo, temos uma dívida muito alta ainda com o campo, mas penso que estamos nos esforçando para diminuir essa disparidade, afirmou a Izolda.

O chefe de gabinete do Governador, Élcio Batista, apresentou as reivindicações discutidas com os trabalhadores e oficializou o resultado da negociação com a vice-governadora, realizada na quarta-feira, 20.  Entre os pontos conquistados estão a perfuração e instalação de mais de 300 poços demandados pela Fetraece e sindicatos por meio da Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra); garantia do desenvolvimento do Programa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural e que deve ser implementado até o fim de 2015; aplicação de R$ 1,3 milhão em assistência técnica para assentamentos estaduais por meio do Instituto Agropólos; disponibilização de mais de R$ 3 milhões para a Regularização Fundiária; comprometimento de assentar quatro mil famílias por meio do Programa Nacional do Crédito Fundiário até 2016 e garantiu R$ 800 mil para a realização de quatro feiras da Agricultura Familiar organizadas pela Fetraece.

Para a coordenadora do Cetra e da ASA no Ceará, Cristina Nascimento, o Grito da terra é um momento de expressão da luta de trabalhadores e trabalhadoras rurais, na defesa de seus direitos e na ampliação de políticas públicas que possibilita a luta do campo.

Fonte: Texto de Mara Cibely (Comunicadora Popular da Obas/ASA), enviado por e-mail.

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