Sem categoria › 09/02/2015

Reunião prepara grande acordo sobre o clima

É preciso limitar o aumento da temperatura mundial a +2°C em comparação com a era pré-industrial.

2014 foi o ano mais quente já registrado no planeta Terra. (Foto: AFP)

2014 foi o ano mais quente já registrado no planeta Terra. (Foto: AFP)

As negociações sobre o clima foram retomadas ontem, 8 de fevereiro, em Genebra, em uma primeira reunião formal para preparar o texto do grande acordo a ser assinado em Paris, por 195 Estados, que seguem divididos sobre pontos chave. O presidente dos negociadores, o peruano Manuel Pulgar Vidal, convocou os participantes a trabalhar com eficiência, “com senso de compromisso e urgência”.

As negociações intermediárias, realizadas sob os auspícios da ONU, têm por objetivo alcançar, no fim deste ano, na capital francesa, o acordo mais ambicioso já assinado para lutar contra o aquecimento global: um pacto que substituirá o protocolo de Kioto a partir de 2020. “Nossa tarefa comum é produzir, nesta semana, um texto de negociação do acordo, um documento mais preciso e mais claro (que o projeto atual)”, afirmou o ministro peruano do Meio Ambiente.

Pulgar Vidal lembrou as conclusões de um relatório recente, no qual prestigiados cientistas advertiram que 2014 foi o ano mais quente já registrado no planeta Terra.

O objetivo é conhecido: é preciso limitar o aumento da temperatura mundial a +2°C em comparação com a era pré-industrial. Caso contrário, está previsto um distúrbio climático que terá graves consequências nos ecossistemas, nas sociedades e economias, em particular nas regiões mais pobres.

Ao ritmo atual, o mundo se aproxima de um aumento de 4 a 5 graus, no fim do século, se não forem tomadas medidas drásticas para reduzir as emissões de gás de efeito estufa, provocadas em grande parte pelo uso maciço de energias fósseis.

“Devemos iniciar uma profunda ‘descarbonização’ da economia mundial e conseguir na segunda metade do século a neutralidade climática, ou seja, um equilíbrio entre as emissões e a capacidade da Terra em absorvê-las”, explica a responsável pelo clima da ONU, Christiana Figueres.

Fonte: AFP / http://www.domtotal.com/noticias/

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